August 25, 2010Muita força na peruca

Senhoras e Senhores,
Regra número única: cara boa e brilho no olho!!!!
A palavra apareceu durante o século XVI.
Para aprender a ser um, é necessário sair da lógica determinada pela sociedade e abrir espaço à uma lógica particular, na qual a diversão de poder ser criança novamente é resgatada. Um retorno às nossas ingenuidades que se tornam arte.
Essa linguagem está presente na vida de todos os indivíduos nas diferentes culturas existentes. Um espaço de atos puros, de descobertas, de emoções e de ações fora da lógica pré-estabelecida.
É um intrépido indivíduo às avessas que parece estar presente nas diversas sociedades, encantando, divertindo, compartilhando com cada um dos seus espectadores momentos de cumplicidade por meio da alegria, do erro, da graça, de risos e de lágrimas, enfim, por meio de um corpo-linguagem.
É sempre um dever ser autêntico, sincero, espontâneo, criativo. Ele sente e faz tudo com 100% de intensidade. Acredita que o riso, a alegria e a criatividade são parte integrante do processo de cura.
Já sabem de quem estou falando?
Na tradição do circo, começa sendo um acrobata, malabarista ou trapezista. Muitas pessoas desejam ser como ele, sabem por quê?
Porque quase todas as pessoas têm ousadia e proeza freqüentemente ao inverso da lógica desta figura. Ele põe em desordem o que está em sua volta e permite, assim, denunciar a ordem vigente: se deixa cair o chapéu, vai apanhá-lo mas, desajeitadamente, sapeca-lhe um pontapé e, sem querer, pisa na bengala, que lhe joga de volta o chapéu nas mãos. Ele erra e acerta onde não esperamos.
E agora, já sabem? Darei mais algumas dicas.
Toma tudo ao pé da letra, em seu sentido imediato: quando a noite cai (bum!), ele a procura no chão e nós rimos de seu lado idiota e ingênuo. Ele não causa medo, o que faz com que seja amado por todas as faixas etárias.
Descobriram?
Banha os olhos de ingenuidade e aumenta o rosto, desarmando-o de qualquer defesa com o seu pequeno nariz vermelho, ou seja, a menor máscara do mundo……
Apresento-lhes o clown!
Quem já se fantasiou de clown? Quem já se maquiou de clown? Quem já fez gracinhas como um clown? Quem já imitou um clown? Você conhece algum clown? Sabe o que está por detrás dos holofotes? Já esteve no camarim antes e depois do show? Já o acompanhou num dia de trabalho fora do picadeiro? Você se lembra de um clown da sua infância?
Pois é, eu já respondi a todas essas perguntas e continuo respondendo. Confesso que não foi e nem é fácil. Agora é com você: vista seu nariz vermelho e “vapt-vupt”!
*Texto publicado originalmente no portal Sandra Cajado Arte & Cultura, no dia 10/08/2010.









